Copiei e colei a notícia acima, e com isso espero estar dando os devidos créditos. Aos menos atentos, o texto é um link
Os aliados do dito reitor estão usando, como argumento de defesa, o fato de ele ter sido eleito com um número muito grande de votos, e não se tira um reitor ‘assim’. Bem… quanto à eleição, certíssimo! Mas os estudantes que ocupam a reitoria não estão acusando o reitor de fraudar a eleição! Eu até acho que o objetivo do movimento não deveria ser a renúncia do reitor, mas um amplo esclarecimento da situação. Não tem nenhum sentido que o apartamento (funcional, diga-se de passagem) do reitor de uma universidade pública sofra uma reforma que custe na casa dos R$500.000,00!
O problema aí é que a briga está sendo para manter uma situação de direito, já que ele foi eleito democraticamente. Mas… nenhuma palavrinha de satisfação a quem pagou a tal reforma, eu e você?
A privacidade é um direito de qualquer cidadão, e sua violação deve ser contida, e até mesmo punida. Isso é uma fato. O Brasil acompanha (acompanha mesmo?) o caso do vazamento de um (suposto) dossiê do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Na verdade o dossiê é dos gastos com cartão corporativo durante seu governo. Esse dossiê não é do tipo típico, como vida pessoal e ‘deslizes’ que possam comprometer credibilidade de um candidato a cargo público, como é tão comum na política. Aliás, não é sequer dossiê de um candidato, mas um dossiê relativo a gastos de um governo anterior, de um ex-presidente, com ênfase no ex e não no presidente. Como D. Ruth Cardoso, esposa do ex-presidente, fazia parte do governo e tinha compromissos oficiais, o nome dela consta no tal dossiê, e daí para tornar ‘a coisa’ pessoal é um pulo!
Está havendo uma briga daquelas a respeito desse dossiê, e a oposição está querendo que alguém seja crucificado. O alvo preferencial da oposição é a Chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, que está ficando bem arranhada com isso, e sua candidatura à presidência em 2010 pode estar naufragando. Como na política tudo pode acontecer, ela pode até sair ainda mais forte, dependendo dos desdobramentos da, digamos, crise.
Mas, algo que diz respeito diretamente ao contribuinte (eu e você!) não está sendo sequer levantado: houve gasto indevido com dinheiro público? Simplificando bem, procurando objetividade, o governo preparou um dossiê para poder usar em campanha, caso sinta que alguém ligado ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso está em boa posição junto ao eleitorado. A intenção não é, de forma nenhuma, proteger os verdadeiros ‘donos’ do dinheiro gasto, e essa é a parte triste. Nada contra a Dilma Roussef (que acho uma mulher de muita garra) ou contra o presidente Lula. Os tucanos fariam a mesma coisa com o Lula. Na campanha em que o Fernando Collor foi eleito presidente a vida do Lula foi vasculhada, e detalhes muito pessoais foram expostos de forma vergonhosa. Que fique claro que vergonhosa para quem fez uso desse ‘expediente’!
E tudo isso como se uma garrafa de vinho ou um vestido de noite fossem os responsáveis pela falta de verba para a educação e saúde, 2 dos grande ‘buracos negros’ desse país.
Tudo bem que, na dublagem de filmes, sincronizar as palavras com os movimentos labiais dos interlocutores é, digamos, uma tarefa hercúlea. Isso faz com que muitas vezes a tradução gerada pela dublagem fuja um pouco do significado original, o que é perfeitamente tolerável se a idéia geral e seu contexto não são perdidos.
Em alguns casos erros são cometidos por falta de conhecimento específico dos tradutores. Isso acontece muito em filmes de guerra. A palavra troop, por exemplo, é normalmente traduzida como tropa. Embora literalmente seja essa a tradução, nem sempre é o significado. Vejamos 2 exemplos:
“… on the first day would drop parachute troops…” significa “… no primeiro dia haveria o lançamento de tropas pára-quedistas…”
“14,589 troops were landed by glider…” significa “14.589 soldados foram desembarcados por planadores”.
Se há um número relativos a ‘troops‘, (como 14,589 troops) o sentido é o tamanho dessa tropa em número de soldados.
Há outros erros mais comuns, e que ferem menos o contexto, como squad traduzido por esquadrão ou esquadra. No exército norte-americano um ‘platoon‘ é composto por 3 ‘squads‘, enquanto que no exército brasileiro um pelotão é composto por 3 grupos de combate (GC). Numericamente muito parecidos, a diferença está apenas de nomenclatura. Isso não chega a atrapalhar a compreensão de um filme, mas mostra que o ‘investimento’ em tradutores é relativamente pequeno.
Um outro tipo de filme que está bastante sujeito a erros de tradução é o que envolve alta tecnologia. Há a famosa gafe, por exemplo, de traduzir Silicon Valley por Vale do Silicone, enquanto o correto é Vale do Silício. Aí parece que há um pouco de preguiça mental envolvida, já que silicon parece muito com silicone, em termos de grafia. É um falso cognato.
Mas… e onde entra algaritmo? Ah… essa foi uma outra mancada, e das grandes, quanto à tradução. Na atual temporada de 24 Horas, capítulo de sexta-feira passada (15/02) Jack Bauer é chantageado por um representante do governo chinês, Cheng Zhi, o qual fala sobre um componente que contem “um protótipo de um algaritmo velho…”. Foi falta de conhecimento em cadeia! Tradutor, revisor (será que existiu um revisor?) e até do dublador. Será que nenhum deles ao menos se perguntou algo como “que palavra é essa?”, em relação a ‘algaritmo‘? Talvez cada um tenha tirado o corpo fora, pensando algo como “não é da minha conta, e isso não muda meu pagamento” . Em determinado momento o Morris, analista da UCT também usa a palavra ‘algaritmo‘.
Ouvi, no GLOBO ESPORTE, que a ginasta Jade Barbosa, revelada ao grande público durante o PAN-2007 no Rio de Janeiro, concorrerá ao prêmio de melhor ginasta do ano de 2007. Isso é motivo de muita alegria para os brasileiros, mas o repórter Tino Marcos deu uma tremenda escorregada, dizendo que o resultado final sai amanhã. A palavra “resultado” já caracteriza o final, e houve redundância. Bastava dizer que ‘o resultado sai amanhã’.
Alguém na GLOBO já notou, uma vez que aqui temos um texto correto com o vídeo original.
Em uma reportagem sobre o cargo de presidente dos Estados Unidos, o programa SBT Repórter, citou o Caso Watergate. Em dado momento o narrador disse que… 5 homens foram presos colocando microfones na sede do Partido DemocrÁTICO.
Faltou uma elementar revisão de texto ou conhecimento mesmo? O correto é Partido DemocrATA, e não DemocrÁTICO! Que feio!!!
Existem erros gramaticais que podemos chamar de ‘clássicos‘, como o uso de ‘mim‘ imediatamente antes de um verbo no infinitivo. Exemplos?
Filho, vai comprar arroz pra mim fazer no almoço!
Mãe, compra aquela calça pra mim usar na festa?
Comprei esse livro pra mim ler na viagem.
O terceiro exemplo está anulado porque espera-se que alguém que tem o hábito da leitura não cometa um erro desses. É o tipo de erro um tanto ‘hereditário‘, mas não no sentido científico da palavra.
Lembro-me muito bem de ouvir o meu pai, seu Elias (ALÔ, PAI!), dizer, quando eu era ainda bem criança, que… não se fala para mim fazer, mas para eu fazer! Logo tornou-se estranho, chegando a doer no ouvido a forma ‘para mim‘. Fiz o mesmo com minhas filhas, obtendo o mesmo resultado. Mas é um erro tolerável, considerando a má-educação, no sentido de qualidade do ensino, que nosso povo recebe.
O que não acho tolerável é ouvir de um jornalista ou apresentador de telejornal da Rede Globo um comentário sobre o ‘preço caro‘ de algum produto. Eu, assim como você, não compro um preço, mas um produto. O produto pode ser caro ou barato, mas o preço é alto ou baixo! Existe preço alto, mas não preço caro! Ontem ouvi esse erro do repórter Roberto Kovalick, e o comentarista de economia Carlos Alberto Sardenberg o comete com bastante freqüência. A partir de agora a cada vez que eu ouvir isso de alguém que, por formação ou posição não possa cometer um erro desses eu vou fazer um comentário, com nome, data e, se possível, situação em que ocorreu.
Para aqueles que estão torcendo para uma crise nos Estados Unidos, que segundo Alan Greenspan já está por acontecer, se não estiver acontecendo, é importante lembrar que uma grave crise econômica nos Estados Unidos tem como conseqüência uma grave crise econômica mundial! Por que? Porque os Estados Unidos são os maiores compradores de quase tudo nesse mundo! Se param, ou diminuem drasticamente suas importações, há uma tremenda reação em cadeia, como aconteceu em 1929. E isso é, de fato, uma perigosa verdade!
Se você não é um dos meus 2 leitores assíduos, não sabe que o título do presente texto está relacionado ao que escrevi aqui. Vou acabar pensando que o “companheiro” Hugo Chávez está lendo muito o meu blog e descobrindo que pode ter aqui alguma atenção: a minha e de outros… 2! Mas nosso amigo diz cada uma! Ainda está colhendo os créditos da libertação de reféns pelas FARC, que você pode ler, caso esteja completamente por fora, aqui, aqui e aqui!
A nova de nosso amigo é solicitar a retirada das FARC das listas de organizações terroristas! Veja (na verdade apenas ouça, porque está só com som) abaixo o discurso em que ele afirma que as FARC são uma força insurgente que tem um projeto político que aqui (na Venezuela) é respeitado.
O fato de ser um grupo armado, que seqüestra, comete atentados à bomba e está ligado ao narcotráfico parece apenas um detalhe. Não estou, de forma alguma, discutindo os critérios que determinam um comportamento terrorista, mas o fato dessa contestação vir de alguém como Chávez, capaz de não renovar a licença de uma emissora de televisão, afirmando que esta havia participado de uma tentativa de golpe para derrubá-lo em 2002. É até verdade que poucos dias antes da tentativa de golpe algumas emissoras, incluindo a RCTV, cuja concessão não foi renovada, colocaram no ar muita publicidade contra Chávez. Seja ou não falta de ética, em um país democrático não seria razão suficiente para uma atitude como a que foi tomada pelo governo venezuelano. Em todo caso, se você quiser ler uma ardente defesa do cancelamento dessa concessão, veja aqui. Demoraram tanto para descobrir as irregularidades, senão crimes, cometidas pela RCTV, não? Ou deixaram para usar em momento oportuno…
Veja, por exemplo, algo que acontece nos Estados Unidos. Grande parte dos militares, políticos e empresários são prepotentes e arrogantes, considerando o resto do mundo como “coadjuvantes” no cenário mundial. Há ainda, muitos cidadãos norte-americanos que acham que países como o Brasil são totalmente cobertos por florestas e sem idéia do que seja uma grande cidade. Seria até bom, né? Acredite você ou não, tenho um grande amigo em Recife que viajou para o meio-oeste dos Estados Unidos no fim dos anos 80 e perguntaram a ele, lá, como ele se sentia tendo que andar vestido, achando que no Brasil não usamos roupas! Boa parte dos brasileiros relativamente instruídos conhece mais dos Estados Unidos, sua geografia e história (sem jamais ter estado lá!) do que uma grande parcela dos cidadãos norte-americanos. Ainda assim, ninguém é preso lá por manifestar-se contra a guerra no Iraque, ou por fazer chacota com as muitas gafes de George W. Bush. Qualquer um, seja cristão, judeu, muçulmano, de qualquer outro credo ou mesmo ateu, pode armar uma barraquinha de protesto próximo à Casa Branca. Lá o cidadão pode votar em um presidente, e se arrepender. Pode fazer campanha para ele e, caso ele não corresponda, falar mal dele e caricaturá-lo. E sabe de uma coisa? Ai do estrangeiro que colocar a mão nesse cidadão! A democracia não está onde está o melhor governo, mas onde é possível concordar, discordar, ou apenas jogar um pouco de conversa fora e falar mal do presidente, mesmo que pelo (mal) costume de falar mal, sem qualquer conhecimento de causa.
Que perguntar a idade de uma mulher, seja ela idosa ou jovem, não é algo elegante, é um fato. Ainda assim, torço o nariz para quem diz algo do tipo “minha idade você só saberá quando eu morrer”, “minha idade eu não revelo jamais” ou “minha idade é como um segredo de estado”. Esse é o caso da jornalista Glória Maria, que recentemente, segundo consta, licenciou-se da Rede Globo para investir em “projetos pessoais”.
Não digo que eu perguntaria a idade de uma mulher, mas em determinadas situações isso é quase obrigatório, não? É possível imaginar uma entrevista com a grande Maria Lenk, uma mulher de quem nós brasileiros temos que nos orgulhar, sem que a fatídica pergunta seja feita? Ela nadou até o dia (literalmente) de sua morte, já aos 92 anos! A resposta à pergunta sobre a idade seria, sem dúvida, um dos pontos altos da entrevista! Alguém que, em lugar de medo da morte, teve orgulho da forma como viveu a vida.
Sobre a licença da Glória Maria, o tempo dirá se o motivo da licença foi, de fato, a razão alegada. Não é uma questão de ‘invasão de privacidade’, mas ela é uma pessoa pública, e formadora de opinião. Eu não gostaria que a minha esposa, ouvindo a Glória Maria discorrer sobre (não revelar a) idade, fazer uma afirmação do tipo “a partir de agora eu também não digo a minha para ninguém!”.
A propósito, envelhecer, e até morrer, “faz parte”, não?
A partir de 01/01/2008 não haverá mais cobrança de CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras). A oposição comemora, o povo comemora, empresários comemoram, e até (ou principalmente?!) os sonegadores comemoram. Apenas o governo, e uns poucos outros não comemoram.
Mas há um aspecto negro nessa suposta vitória. A oposição, que era situação quando da criação do então IPMF (Imposto Provisório sobre Movimentações Financeiras), em 1996, e responsável por sua criação, não entrou nessa luta para aliviar o povo de impostos, ou por achar inconstitucional essa cobrança. A luta foi deflagrada como retaliação à permanência do senador Renan Calheiros na presidência do Senado Federal. Isso gerou fatos curiosos, senão vergonhosos, como:
Os criadores do Imposto transformado em Contribuição defendendo o seu fim, como algo desnecessário e prejudicial à sociedade brasileira;
Lula e o PT, ardorosos opositores quando da criação, defendendo sua continuidade, com unhas e dentes;
A oposição chegou a argumentar que o objetivo da CPMF, atender à saúde, não estava sendo atingido… o que também não acontecia quando a oposição era a situação;
O governo, em uma última cartada, assume o compromisso de destinar 100% da arrecadação com a CPMF (espantosos R$39 bilhões anuais!) à saúde. O recado era o seguinte:
- Votem a favor da CPMF. Nós fazemos com ela o que é para ser feito, e vocês a herdarão no próximo governo.
A oposição só não aceitou porque ‘pegaria mal’, e isso ficou bem claro nas declarações não oficiais. Seria voltar atrás em uma posição rigidamente mantida por muito tempo.
Alguns pontos são inegáveis:
R$39 bilhões fazem falta a qualquer governo;
Se apenas uma ínfima parte era bem aplicada, nem essa existirá mais;
Um excelente, talvez o melhor, mecanismo contra a sonegação deixa de existir.